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  • Desafios e soluções para facilitar os deslocamentos nas cidades brasileiras

    A mobilidade urbana é um dos seis estudos que o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), em parceria com o governo brasileiro, está disponibilizando em seu site com recomendações para implementação de políticas públicas. Esses documentos tiveram um papel importante na preparação da Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), que aconteceu em outubro de 2016 em Quito, no Equador. Uma das principais discussões foi o desejo de que o estudo possa ser útil para a promoção de um desenvolvimento urbano sustentável.

    De acordo com uma pesquisa feita em 2010 pelo Banco Mundial, nos últimos 20 anos, a média do número de veículos por mil habitantes cresceu 6% nas nações membros da OCDE (os mais ricos, entre eles Noruega, França e Dinamarca). Já os indicadores de motorização do Brasil, China, Índia e Rússia cresceram em 89%, 213%, 50% e 34%, respectivamente para o mesmo período, de 2003 a 2009. A cidade do Rio de Janeiro, no mesmo período, teve crescimento populacional de apenas 5%, enquanto o de automóveis foi de aproximadamente 50%.

    No Rio de Janeiro, o fenômeno é ainda mais preocupante, se for adicionado o crescimento da frota de motocicletas (300% em 20 anos), que tem sido importante alternativa ao automóvel para enfrentar o congestionamento diário.

    A mobilidade urbana é um dos grandes desafios das cidades e, nos últimos anos, vem acontecendo um intenso movimento da iniciativa pública e privada em desenvolver novas soluções para os deslocamentos nos centros urbanos. Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, o tempo médio de deslocamento é de 1h44min, ou seja, são mais de três horas por dia dentro de um carro ou, em um ano, 45 dias improdutivos e estressantes.

    A ideia do compartilhamento, da melhor utilização do espaço público e de uma nova relação com as cidades vêm ganhando espaço nas discussões sobre mobilidade urbana e devem se desdobrar para dentro das empresas – que deveriam ter como maior desafio a responsabilidade de levar o condutor com segurança para sua família após um dia de trabalho. Isto é, muitas empresas estão passando a entender a maneira como o seu colaborador se desloca e definindo qual é o modal mais adequado para determinado tipo de deslocamento, não olhando somente para os carros, mas para todos os pontos que envolvem a viagem do condutor.

    Reduzir o custo da mobilidade, por meio de novas rotas, e implantar outras iniciativas que resultem em soluções econômicas, eficientes, dinâmicas e otimizadas são alguns dos motivos que estão levando as empresas a investirem em soluções inovadoras, que estão incentivando novas alternativas para os deslocamentos nas cidades e transformando a maneira como as pessoas veem a mobilidade.

    De acordo com a WRI Cidades Sustentáveis, esse trajeto casa-trabalho-casa representa 50% dos deslocamentos no Brasil. Isso revela o quanto as empresas são importantes para reverter esse cenário caótico do trânsito e da mobilidade urbana nas cidades brasileiras. Elas são parte do problema, mas também podem ser parte da solução. Algumas empresas já atentaram para isso e apresentaram soluções para a melhor mobilidade nas cidades.

    Para facilitar o deslocamento de seus colaboradores e contribuir para um trânsito sustentável, o Banco Santander, por exemplo, desenvolveu um Plano de Mobilidade Corporativa, que inclui medidas como a Carona Amiga, linhas de fretados gratuitos, vans, bicicletário, horário flexível e espaço de convivência. Como resultado, conseguiu a redução de mais de dois mil veículos do trânsito da região diariamente, além da diluição do horário de entrada e de saída de outros mais de 1,5 mil veículos, para que não transitassem todos no horário de pico.

    Assim como fez o Santander, todas as empresas, independente da área de atuação, podem incentivar essa mudança de comportamento e impactar as cidades de maneira positiva. Outro exemplo é o acordo da AES Ergos com a BYD (Build Your Dreams), que que atua para o desenvolvimento de soluções integradas que envolvam mobilidade urbana. A empresa é a maior fabricante de veículos elétricos do mundo, com 61,7 mil unidades produzidas até o final de 2015. Com o olhar voltado à sustentabilidade e, sempre com o foco em inovação, a ideia é desenvolver um trabalho de cocriação utilizando a experiência das duas empresas para viabilizar, futuramente, o uso de carros elétricos nas frotas de São Paulo.