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  • Tecnologia de ponta ajuda a combater uso de drogas por motoristas

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    Há poucos dias, participei da inauguração de um laboratório na Grande São Paulo, cujo foco é realizar os chamados exames toxicológicos de larga janela. Popularmente conhecidos como exame do cabelo, essa tecnologia laboratorial é capaz de detectar o uso regular de drogas pelo indivíduo nos últimos 90 ou 180 dias.

    Exigido pela Lei 13.103/15 para os motoristas das categorias C, D e E, o exame toxicológico de larga janela evitou que mais de 1 milhão de motoristas que usavam drogas regularmente pudessem renovar a carteira nos primeiros dois anos de implantação da lei. Este número assustador confirma os estudos que indicavam que 30% dos motoristas profissionais faziam uso regular de drogas, em particular, da cocaína. É importante destacar que estes motoristas profissionais, na maioria das vezes, fazem uso de drogas para suportar as longas jornadas sem dormir. A concorrência dos motoristas que usam drogas é desleal com os não-usuários, já que vão aceitar dirigir em condições que os demais recusam e acabam perdendo o frete.

    No caso do transporte de cargas, esse tipo de postura contribui para baixar o valor do frete e só beneficia os que exploram esses profissionais. Há uma responsabilidade indireta de toda sociedade, já que queremos que a carga chegue rapidamente, não importando as condições de quem transporta. Esse tipo de situação provoca acidentes e mortes nas rodovias.

    De qualquer forma, os primeiros dois anos de aplicação da Lei 13.103/15 já estão contribuindo para a redução de acidentes. Além disso, o investimento nessa tecnologia permite ao Brasil avançar no combate às drogas, a começar pelo trânsito. Hoje, o Brasil já tem o mais moderno laboratório de exame de larga janela do mundo. Em breve, o país poderá se tornar a maior potência no combate ao uso de drogas no trânsito, ao utilizar uma tecnologia que atua na prevenção e estimula o usuário a abandonar o vício.