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Viver Seguro no Trânsito

Nós estamos fazendo nossa parte. E você?
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  • Da violência no trânsito não escapam nem as crianças

    No início da tarde do dia 12 de outubro, quando o Brasil celebrava Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, e as crianças comemoravam o seu dia, um acidente na rodovia Presidente Dutra revelou mais uma faceta dramática da violência no trânsito. Uma família viajava na região de Porto Real, próximo de Resende, estado do Rio de Janeiro, quando um caminhoneiro invadiu a pista contrária e colidiu com um automóvel em que estavam 4 adultos e um bebê de apenas 1 mês. Os pais viajavam para apresentar o recém-nascido para familiares e foram surpreendidos com a violenta colisão que matou todos os ocupantes do automóvel e o caminhoneiro, um total de seis vítimas fatais. O que levou o caminhoneiro a invadir a pista contrária está sendo investigado, entretanto, essa tragédia rodoviária mostra o quão frágeis somos todos, no trânsito. Principalmente as crianças que muitas vezes, sequer tem consciência do que seja um veículo.

    Segundo dados da Seguradora Líder, que administra o Seguro DPVAT, até setembro desse ano 9.865 crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos foram indenizados em função de acidentes em todo o país, ou seja, uma média de 36 vítimas por dia. Cerca de 70% ou 6.933 das indenizações foram pagas por invalidez permanente, ou seja, crianças que iniciam a vida inválidos. Outros 1.431 sinistros foram concedidos por mortes no trânsito. Mas quantas pessoas foram efetivamente atingidas por esses supostos acidentes? Afinal, muitos familiares dessas crianças não aparecem nas estatísticas, porque não estavam envolvidos nos acidentes, mas sofrem de uma dor que não há indenização que pague.

    Como um avô ou avó que acaba de conhecer um neto vai se sentir ao saber que ele morreu com apenas 1 mês de vida ou ficou inválido? Por isso insistimos que é necessário conhecer as histórias que estão por trás das ocorrências. A imprensa poderia contribuir mais contando esses dramas, não para chocar, mas para fazer refletir. Noticiar apenas o acidente e os mortos, é pouco. Não dar dimensão do problema é muito menos do drama decorrente que chamamos de acidente.

    Precisamos aprender com as tragédias, inclusive para que elas não se repitam, caso contrário, continuaremos tratando a morte no trânsito como fatalidade, como marcos quilométricos que deixamos para trás na longa estrada que esperamos percorrer, mas que para muitos, inclusive, crianças, numa curta viagem, uma rápida passagem pela vida.