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Viver Seguro no Trânsito

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  • Trânsito brasileiro é uma faixa sem lei

    O Maio Amarelo, mês dedicado a segurança viária, terminou no dia 31. Várias ações aconteceram em todo o país com o intuito de conscientizar as pessoas de que não podemos mais aceitar 40 mil mortos por ano e pelo menos 230 mil pessoas com invalidez permanente, conforme revelam as indenizações pagas pelo Seguro DPVAT em 2019.

    Naturalmente, iniciativas como Maio Amarelo, com viés educativo, são muito importantes mas é preciso entender que os fatos demonstram que a educação apenas uma parte diante da realidade que enfrentamos. No domingo de encerramento do Maio Amarelo, a morte de dois jovens motociclistas, um de 17 anos e outro de 22, deixou claro que precisamos muito mais do que educar. Ambos se chocaram num trecho conhecido como "Faixa sem Lei", na pequena cidade de Camaquã, no Rio Grande do Sul, onde rachas acontecem regularmente mesmo com a pandemia. O jovem de 17 anos, não possuía, sequer, habilitação. A colisão entre os motociclistas fez com que dois rapazes, com tanto pela frente, trocassem seu futuro pelo enterro emocionado dos familiares e amigos.

    Ao ler os comentários nas mídias sociais da cidade, ficou evidente que muitas pessoas já haviam pedido providências e, nem mesmo as várias matérias veiculadas em diferentes veículos de comunicação e de repercussão nacional, fez com que medidas fossem tomadas para inibir esse comportamento ou punir os envolvidos. O resultado, além da dramática perda de vidas, são apenas declarações de condolências aos familiares de inúmeras pessoas nas redes sociais, inclusive de jovens que participavam desses rachas e frequentam a "Faixa sem Lei". E é exatamente nisso que está se tornando o trânsito brasileiro. A impunidade tem consequências e que as lágrimas não trazem as vidas de volta, elas são fruto da dor.

    É preciso punir com máximo rigor quem pratica, estimula, divulga e colabora de qualquer forma para tais práticas. Por isso, é preciso que em cada casa, cidade, estado, todos os brasileiros exijam o fim da impunidade no trânsito. É preferível ter um filho multado a um filho morto.