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Viver Seguro no Trânsito

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Arquivos mensais: Janeiro 2018

O futuro da documentação obrigatória: CNH-e e CRLV digital

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Já percebeu como a tecnologia está presente em tudo no nosso dia a dia? Hoje é comum vermos as pessoas conectadas, sempre de olho no smartphone, um aparelho que tem tudo das nossas vidas: fotos, vídeos, contatos, para ficar no básico. E se o celular também fosse a sua carteira de motorista? Ou o documento do seu carro? Pois isso já é fato: a versão online da CNH já é realidade em 12 estados e no Distrito Federal, pessoal!

A CNH-e, como é chamada, já pode ser feita em alguns Estados do Brasil (clique neste link para conferir). Ela ficará disponível no smartphone do usuário e tem o mesmo valor jurídico que o documento impresso. O prazo obrigatório para adoção em todo o país era até amanhã, dia 1º;de fevereiro, mas foi estendido para 1º de julho.

As regras específicas sobre como fazer a CNH digital serão definidas de acordo com o DETRAN de cada estado, da mesma forma que acontece em relação ao documento impresso. O único requisito básico é ter a nova Carteira Nacional de Habilitação, emitida desde maio de 2017, que possui um QR Code. Quem ainda não possui essa versão da CNH, pode solicitar a substituição diretamente no DETRAN local ou então esperar pelo vencimento da carteira atual e solicitar a emissão de uma nova, quando poderá utilizar a CNH-e. Ficou curioso para saber como emitir a versão digital da sua carteira de habilitação? Confira abaixo! =)

- Antes de baixar o aplicativo, o condutor deve ter um número de celular e um e-mail cadastrados na base do Portal de Serviços do DENATRAN. Após a confirmação dos dados cadastrais, por certificado ou por comparecimento ao DETRAN (quando o usuário não possui certificado digital), basta acessar o Portal de Serviços novamente e gerar o código de acesso que será usado no primeiro acesso à aplicação.

Uma curiosidade é que a versão impressa continuará sendo emitida normalmente, mas o condutor poderá dirigir apenas com a CNH-e. Por isso, vale redobrar a atenção em não deixar o celular descarregado, já que não apresentar o documento, ainda que na forma digital, será considerada infração por conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório.

Porém, a gente destaca que a CNH-e não será o único documento que passará por mudanças. O CRLV, aquele documento entregue após o licenciamento do veículo, também! A versão digital do CRLV deverá ser implantada pelos órgãos e entidades executivas de trânsito dos Estados e do Distrito Federal até o dia 31 de dezembro de 2018, de acordo com uma norma publicada pelo CONTRAN. Vale lembrar que este documento só é expedido após a quitação dos débitos relativos a tributos, encargos e multas de trânsito vinculadas ao veículo, bem como o pagamento do Seguro DPVAT, galera.

E aí, gostou das novidades? Depois de saber de tudo isso, só não vale esquecer o celular em casa, não é? Deixe sua opinião aqui nos comentários. \o/


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O exemplo de Londres

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​Imagine uma cidade perfeita, onde o transporte público funciona tão bem que nem se pensa em ter o próprio carro na garagem. Esse plano existe e já está sendo desenvolvido pela prefeitura de Londres. Na contramão da realidade de muitos municípios brasileiros, no ano passado, o prefeito Sadiq Khan decidiu incentivar os londrinos a aderirem as viagens feitas a pé, de bicicleta ou usando transporte público. A ideia do projeto é ampliar para 80%, até 2041, a proporção de deslocamentos mais sustentáveis da população, em comparação aos 64% de agora. Isso significa uma média de 3 milhões a menos de viagens de carro por dia. Bem legal, não é, galera? ;)

​O plano para reduzir a dependência do carro foi pensado com base em três temas-chave: tornar as ruas da cidade mais saudáveis e, consequentemente, as pessoas também; diminuir o número de veículos nas ruas incentivando o uso de transporte público para longos trajetos; e planejar o crescimento em novas áreas garantindo que Londres se desenvolva de forma a beneficiar a todos.

​De acordo com a própria prefeitura, o projeto ajudará a criar uma cidade mais justa, mais verde, saudável e próspera. Com a iniciativa, espera-se que os londrinos façam pelo menos 20 minutos de viagem ativa todos os dias. O plano pretende, ainda, entregar uma rede de ciclovias em toda a Londres, com novas rotas e infraestrutura aprimorada para combater barreiras ao ciclismo. O objetivo do prefeito é que 70% dos londrinos vivam a 400 metros de uma rota de ciclovia de alta qualidade e segura até 2041.

​Também faz parte do projeto diminuir a quantidade de estacionamentos no centro da cidade, uma das áreas mais bem atendida pelos transportes públicos. Os escritórios, por exemplo, deixariam de providenciar vagas para os automóveis de funcionários e visitantes. No lugar de estacionamentos e ruas lotadas de carros, a região ganhará um cenário verde e confortável para os pedestres. A exigência de vagas para bicicletas nas lojas externas também será intensificada.

​Mas e aqui no Brasil, como estamos? Apesar de longe da realidade londrina, a prefeitura de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, teve uma iniciativa parecida, através do Plano Plurianual 2018-2021 do município, que adota diversas medidas como respostas a sugestões da sociedade civil e traz a integração entre os planos municipais de curto, médio e longo prazo.  Com o projeto, Niterói pretende estender a malha cicloviária para 120 km até 2021, reduzir a média anual de congestionamento nos dias úteis nos horários de pico de 31km para 10,7km, e encurtar em 15 minutos o tempo que os niteroienses levam no trânsito entre a casa e o trabalho.

E você, acha que o projeto de Londres pode ser aplicado ao Brasil de alguma forma? Esperamos por você aqui nos comentários. =)


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Vigência e inadimplência do Seguro DPVAT

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Estamos em período de pagamento do Seguro DPVAT e muitas dúvidas costumam surgir nos proprietários de veículos, não é mesmo? Uma delas é o período de vigência do DPVAT e o que pode acontecer em casos de inadimplência. Se você também tem essas dúvidas, continue ligadinho no nosso post. ;)

Primeiramente, queremos contar para você por que manter o Seguro DPVAT em dia é tão importante: além de ser um ato e tanto de cidadania, ao realizar o pagamento, você garante a sua proteção e a de mais de 200 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito. É muito amor envolvido!

Agora, vamos falar sobre a vigência do Seguro, que vai de 1º de janeiro a 31 de dezembro, independentemente da data de pagamento do prêmio. Mas o que ocorre se o acidente acontece antes ou depois do vencimento do DPVAT? Confira abaixo. =)

Acidente anterior ao vencimento

Se o proprietário do veículo sofreu acidente de trânsito antes do Seguro DPVAT vencer, basta quitar o exercício vigente dentro do vencimento para dar entrada no pedido de indenização – desde que se enquadre em uma das coberturas.

Acidente posterior ao vencimento

Se o proprietário do veículo efetuou o pagamento em atraso, mas antes da data do acidente, ele também tem direito a solicitar o Seguro DPVAT. Para isso, é necessário estar enquadrado em uma das três coberturas.

Mas o que acontece nos casos em que o proprietário simplesmente não realiza o pagamento do Seguro DPVAT? Além de não conseguir realizar o seu licenciamento, ele perde o direito a indenização caso seja vítima do acidente de trânsito e tem que ressarcir os valores pagos às outras vítimas que possam existir no mesmo evento. Uma situação bastante chata, não é, pessoal? 

Logo, o melhor a se fazer é manter o seu DPVAT em dia e garantir seus direitos. Afinal de contas, os acidentes de trânsito são repentinos e os benefícios do Seguro minimizam esse impacto causado a todos os envolvidos, independente da sua condição no momento do acidente, sendo pedestre, passageiro ou motorista.

Leu o post e mesmo assim ainda tem dúvida sobre a vigência do Seguro? Fale com a gente aqui nos comentários. ;)


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Ao anoitecer, cuidado redobrado na direção

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Quando a noite começa a cair, é hora de redobrar a atenção na direção. Você sabia que existem horários críticos no dia, quando muitos acidentes de trânsito costumam acontecer? Segundo a Polícia Rodoviária Federal, 30% dos acidentes são registrados no período do anoitecer, entre as 17h e as 20h. O Boletim Estatístico da Seguradora Líder também confirma: de janeiro a novembro de 2017, 24% das indenizações pagas por morte e invalidez permanente aconteceram nesse mesmo período.

Um dos motivos para acidentes neste horário é a baixa visibilidade. Afinal, enquanto o sol se põe, os raios ficam a uma altura que dificulta a visão do motorista, aumentando as chances de acidentes. Neste caso, o mais recomendado é a utilização do quebra-sol do veículo. Se a luminosidade estiver muito forte, os óculos escuros também podem ser uma boa solução. ;)

Mas é importante citar que a mudança da iluminação na transição entre o dia e a noite atinge mais do que a sensibilidade do olho humano. Este período, conhecido como “lusco-fusco”, também causa distorção na visão periférica e pode aumentar o sono natural. O coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, lembra que antes de sair para viagens, além de fazer um check-up no veículo, o motorista deve estar atento e avaliar as suas condições para dirigir.

“Os condutores pegam seus carros sem ter atenção em como estão, se tiveram uma boa noite de sono, por exemplo. É importante ressaltar que o cansaço causa pelo menos 20% dos acidentes nas estradas brasileiras e é responsável por 30% das mortes”, comenta Rodolfo.

Para que as estatísticas não cresçam e acidentes sejam evitados, é preciso ter ainda mais cuidado durante esse horário. Reduzir a velocidade e observar os semáforos são algumas dicas. Além disso, é importante procurar não dirigir cansado, principalmente durante longas viagens. Caso não esteja se sentindo bem, pare e descanse. Às vezes, uma rápida pausa pode fazer toda a diferença. =) O ideal, ainda, é descansar 15 minutos a cada duas horas de direção e, de preferência, evitar pegar estradas durante a noite ou no horário do entardecer.

Gostou das dicas? Compartilhe com a gente aqui nos comentários. Esperamos por você! ;)


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Atitudes que parecem simples, mas geram multas

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Dirigir com fone de ouvido pode até parecer uma atitude inocente ou uma forma de burlar a proibição da combinação “celular + volante”. Mas, seja para atender uma ligação ou ouvir música, o uso do acessório também é considerado infração pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pessoal.

Apesar da importância, muitas pessoas não conhecem a fundo o conteúdo do Código e acabam cometendo algumas infrações por simples desconhecimento das normas. =( Só que alegar que não conhece a proibição não livra ninguém da multa.

Além disso, ser prudente no trânsito é uma questão, principalmente, de segurança. No caso dos fones de ouvido, por exemplo, eles podem distrair o motorista dos estímulos externos, tirando sua atenção dos sons ambientes e provocando um acidente. Já pensou?

No município do Rio de Janeiro, por exemplo, entre as infrações mais recorrentes estão transitar com a velocidade acima da permitida na via e o avanço de sinal. Segundo a Guarda Municipal, multas relacionadas com a postura irregular do motorista já representam 0,77% do total cometido pelos motoristas no trânsito da cidade. Para se ter ideia, somente em 2017, foram 17.893 pessoas multadas por uso de fones de ouvido, de sapatos inadequados, dirigir com o braço para fora do veículo e com apenas uma mão no volante. Bastante coisa, não é? :O

Conheça o CTB e evite infrações

Dirigir muito abaixo do limite estabelecido na rodovia também é uma infração. Por exemplo, se a velocidade da pista for 80km/h, o condutor não pode seguir a menos de 40km/h. A condução em ponto morto, também conhecida como “dirigir na banguela”, é uma outra modalidade de infração. A atitude pode causar um superaquecimento dos freios e prejudicar a capacidade de controlar o carro nas curvas.

É preciso estar atento, ainda, a determinações recentes: uma delas é o uso do farol baixo em rodovias mesmo durante o dia em veículos de passeio, que foi incluída no CTB no ano passado.

Mas ainda existem outras infrações que podem render punições graves, pessoal! Colocar o som muito alto no veículo, dar ré em situações desnecessárias e fazer uso dos faróis de neblina em situações dispensáveis são alguns exemplos. A multa pode chegar a R$ 195,23 e punição de menos 5 pontos na carteira de habilitação. :O

Agora que você já está por dentro de algumas das infrações previstas pelo CTB, fique atento para não cometê-las. Dirija sempre com prudência e responsabilidade e, além de evitar multas, você ajuda a construir um trânsito melhor.

Conhece alguma outra infração que pode gerar punições graves? Deixe aqui nos comentários. ;)


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Acidentes não acontecem

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Há muitos anos, aprendi com meu pai que acidentes de trânsito não existem. Um acidente é como um meteoro cair em cima do seu veículo. No dramático episódio recente, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em que um motorista epiléptico desmaiou ao volante, invadiu o calçadão, matando um bebê de 8 meses e ferindo 17 pessoas, a primeira avaliação da imprensa foi chamar o que aconteceu de “acidente”.

Entretanto, na medida em que as informações chegavam ao conhecimento público, ficou claro que não era bem assim. É importante entender os fatos por trás do que aconteceu: o motorista tinha renovado a carteira em 2015, mesmo estando com ela suspensa por infrações cometidas que, nos últimos anos, somavam mais de 60 pontos. Habilitação que ele não devolveu conforme determina a legislação.

Ao mesmo tempo, ele omitiu no exame médico que sofria de epilepsia, inclusive, rasurou sua declaração para o médico de tráfego, quando descrevia os remédios que tomava. Por outro lado, a rasura não chamou atenção do médico que simplesmente aprovou a CNH.

Vale citar que este mesmo motorista já tinha sofrido um acidente pilotando uma moto para a qual não estava habilitado. Portanto, foi uma sucessão de irregularidades, culminada com a precária fiscalização, que permitiu ao infrator continuar dirigindo com a carteira vencida.

As consequências aparecem na família das vítimas. Em primeiro lugar, no coração dos pais do bebê de 8 meses, cuja dor não pode ser compensada com dinheiro. É uma ferida que nunca cicatriza. O pai não estava no local na hora da tragédia e, apesar de não fazer parte das estatísticas de acidentes, é eternamente vítima.

Portanto, neste caso, como em praticamente todos os demais, podemos garantir que acidentes de trânsito não são uma fatalidade, mas sim fruto de um somatório de imperícia, imprudência, negligência, omissões, falta de fiscalização ou simplesmente, de responsabilidade. Por isso, quando alguém disser que aconteceu um acidente grave pode corrigir e dizer: “acidentes não acontecem”.


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Mitos e verdades sobre o teste do bafômetro

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​Tomar vinagre, refrigerante, comer um bombom... Esses são alguns dos muitos mitos compartilhados na internet que dizem ser "soluções caseiras" para burlar o teste do etilômetro, mais conhecido como bafômetro. Mas a verdade é que para não ser flagrado no teste em uma fiscalização de trânsito, a única medida que realmente funciona é não beber, pessoal. ;)

​Que direção e bebida alcoólica não combinam, você já sabe. No Brasil, desde 2012, a Lei Seca estabeleceu tolerância zero para o consumo de bebida alcoólica por motoristas. A garantia do cumprimento da lei é feita por meio do teste do bafômetro. O aparelho consegue medir o nível de alcoolemia no organismo de cada pessoa, ou seja, o álcool ingerido pelo condutor que passou para a circulação sanguínea e, posteriormente, é exalado dos pulmões para o ar.

​Algumas pessoas também acreditam que o consumo de bombons de licor, mel de própolis, antisséptico bucal e florais de bach pode alterar o resultado do bafômetro. Nesses casos, se a pessoa tiver ingerido algum desses itens, o recomendado é que, ao ser abordada em uma fiscalização, ela informe o fato à autoridade de trânsito. Se o teste der positivo, o motorista pode, inclusive, pedir para que ele seja realizado novamente. Mas fique tranquilo! Em poucos minutos após o uso, esses itens já não são identificados pelo aparelho. Isso, é claro, se realmente não houver ingestão de bebidas alcoólicas. =)

​Sendo mito ou verdade, o importante é que a solução nunca deve ser mascarar a presença do álcool e tentar enganar a Lei Seca. Ela existe justamente para evitar que pessoas embriagadas assumam a direção e provoquem acidentes. Afinal, todo mundo sabe que o consumo de bebidas alcoólicas provoca sonolência, lentidão, altera os reflexos do motorista e atinge diretamente a capacidade de dirigir um veículo.

​Uma prova disso é o aumento das estatísticas durante a temporada de festas. Em épocas como fim de ano e carnaval, por exemplo, o número de acidentes de trânsito costuma disparar e, consequentemente, de vítimas também. L Segundo o DataSus, no Brasil, mais de 3,5 mil pessoas morrem por mês no trânsito. No mês de dezembro, esse número cresce, principalmente, nos últimos dias do ano, quando chega a aumentar cerca de 12%.

​Por isso, vale reforçar aquela frase de sempre: se for dirigir, não beba!

​Você conhece algum outro mito ou verdade sobre o teste do bafômetro? Compartilhe com a gente aqui nos comentários! =)


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As regras para motociclistas no Brasil e no mundo

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Atenção, motociclista: esse post é para você! Sabia que as regras para quem anda de moto mudam em cada país? Então, fique ligado, pois vamos falar das principais diferenças na legislação do Brasil e no mundo.

Primeiro, um alerta importante: a maior parte dos acidentes no Brasil acontece envolvendo motociclistas. Apesar de representarem apenas 28% da frota do país, os acidentes com motocicletas foram responsáveis por 74% das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT no período de janeiro a novembro de 2017. A região Nordeste tem o maior número de casos com este tipo de veículo, que responde por 63% das mortes no trânsito na região.

Por isso, quando o assunto é moto, a segurança é fundamental! O uso do capacete é exigido pela lei brasileira tanto para o piloto quanto para o passageiro. Vale lembrar que ele protege o usuário desde que utilizado corretamente, ou seja, afivelado, com todos os seus acessórios e complementos. Já nos EUA, por exemplo, o uso do capacete tem regras bem específicas e, em apenas 19 estados, é obrigatório. No Estado de Wisconsin, apenas quem possui 17 anos ou menos deve usar o acessório.

Lá, a formação dos condutores também é mais flexível. Para tirar a CNH de Categoria A (para motocicletas), a prova prática ainda é feita em circuito fechado, não havendo necessidade de uma experiência na rua. Já os países da Europa adotam um esquema mais rígido. Na Espanha, por exemplo, o candidato à habilitação de moto realiza provas práticas em recintos fechados e, se aprovado, percorre ruas monitorado por um agente do Departamento de Gestão de Trânsito, mostrando se tem capacidade de conviver com o trânsito.

Outra diferença das regras envolvendo motos na Europa é a possibilidade de tirar habilitação para modelos de baixa cilindrada já a partir dos 16 anos. Quem possui habilitação para carros há mais de dois ou três anos pode equivaler a habilitação e usar motonetas com velocidade mínima de 25 km/h e máxima de 45 km/h, com motor não maior que 50 cc. Em alguns países, como França, Itália e Portugal, já é possível rodar com um desses veículos a partir dos 14 anos.

De volta ao Brasil, para 2019, há novidades previstas para os motociclistas. Todos os modelos à venda no país, fabricados localmente ou importados, deverão contar com um sistema de freios com antitravamento (ABS) e/ou frenagem combinada das rodas (CBS), segundo resolução do Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran. A nova legislação indica que todas as motos com cilindrada igual ou superior a 300 cc devem contar com freios ABS, enquanto as de cilindrada inferior podem ter ABS ou CBS. Tudo isso para garantir uma desaceleração rápida e segura. A implantação da obrigatoriedade será gradual. Na Europa, a regra já existe desde 2016.

Gostou de fazer essa viagem pelas regras de outros países? Conta para gente! ;)


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Você sabe a diferença entre boleto e bilhete do Seguro DPVAT?

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Acreditamos que um dos passos na construção de um trânsito melhor é manter todos os seus personagens bem informados e, pensando nisso, queremos te convidar para fazer uma viagem ao universo do Seguro DPVAT. Vamos juntos? ;)

Por aqui, quando nos referimos ao processo de arrecadação do Seguro DPVAT, utilizamos dois termos muito parecidos, mas que trazem grandes diferenças entre si: bilhete e boleto. Você sabe que diferença é essa? É simples: enquanto o boleto é a guia utilizada para pagamento do seu seguro, o bilhete é o que formaliza a contratação do DPVAT e é emitido acoplado ao Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), aquele que todo proprietário recebe quando o veículo passa pelo chamado licenciamento.

A gente aproveita para tirar uma dúvida que costuma surgir bastante: o chamado "custo do bilhete", que está na formação do valor do Seguro DPVAT, tem algum propósito? A resposta é sim! Sua finalidade é a confecção dos formulários de CRV (Certificado de Registro de Veículo) e CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo), acoplados ao Bilhete do Seguro DPVAT e fornecimento a todos os DETRANs. Cabe aos DETRANs de cada Estado a personalização (impressão dos dados variáveis, como por exemplo: o nome do proprietário, marca, modelo do veículo, etc) e a entrega desses documentos aos proprietários de veículo no ato do licenciamento anual.

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), que regula os valores do Seguro DPVAT, estabeleceu, através da Lei 11.945/2009 o valor correspondente ao custo da emissão e da cobrança da apólice ou do bilhete do DPVAT. Logo, não há nenhum tipo de irregularidade na cobrança da emissão do bilhete, pessoal. ;) É importante falarmos também que a emissão e a cobrança da apólice do bilhete, foi fixada inicialmente, em 2009, no valor de R$ 3,90 e reajustada para R$ 4,15 em 2011, através da Resolução CNSP 215/2010, que permanece até hoje.

E aí, ficou alguma dúvida entre os dois? Fala com a gente aqui nos comentários. ;)


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O que o trânsito tem a ver com a sua saúde?

Sinal vermelho para a saúde.png O O que o seu deslocamento diário tem a ver com a saúde? Muita coisa! E nesse post vamos esclarecer alguns pontos bem importantes para o seu bem-estar também no trânsito. Isso porque, segundo diferentes estudos, passar muito tempo na direção pode trazer diversos malefícios para a nossa saúde. Pesquisas indicam doenças como depressão, problemas na coluna e obesidade, por exemplo.

De acordo com uma avaliação realizada com 34 mil trabalhadores e feita pela empresa britânica VitalityHealth, em parceria com a Universidade de Cambridge, ficar horas no trânsito, seja ao volante ou no transporte público, deixa as pessoas mais propensas ao stress e à depressão, além de desencadear problemas no sono e na produtividade. Um cenário preocupante, não é mesmo?

Os resultados mostraram que aqueles que enfrentaram viagens com mais de uma hora de duração tinham 33% risco de depressão e 12% maior probabilidade de relatar stress relacionado ao trabalho. Além desses riscos, 46% mostraram tendência de dormir menos do que as sete horas de sono recomendadas por noite. Ou seja, a locomoção diária e a rotina influenciaram diretamente no resultado e desempenho no trabalho e em casa.

E a sua postura ao dirigir, como está?

Na hora de pegar o carro para o seu deslocamento diário, além da atenção e concentração total, é fundamental que o motorista tenha a postura correta. Este cuidado auxiliará o condutor a reagir mais rápido diante de imprevistos e a manter o controle do veículo. A posição incorreta ao volante, aliada à vibração do veículo, provoca fadiga muscular intensa que pode levar a lesões vertebrais graves, segundo especialistas da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

Entre as dicas de ações que você pode e deve adotar para melhorar a postura estão: ajustar o assento corretamente, deixando três dedos de distância para que nervos e veias não sejam pressionados e não comprometam a circulação e manter a coluna totalmente em contato com o encosto, entre 100 e 120 graus de angulação, e as pernas quando em descanso com a planta do pé totalmente em contato com o piso do veículo.

Sedentarismo e obesidade

Atualmente, dois bilhões de pessoas estão acima do peso no mundo inteiro. Recentemente, uma pesquisa realizada na Europa monitorou cerca de 11 mil voluntários e obteve como um dos resultados preliminares que pessoas que dirigem carros são, em geral, 4kg mais pesadas que ciclistas! O sedentarismo provoca diversas doenças e pode matar, por isso, ser mais ativo e incluir atividades físicas diariamente são alternativas excelentes para quem costuma ficar muito tempo parado no trânsito.

Pequenas mudanças no dia a dia também podem ser poderosas na redução de eventos cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC), segundo um estudo do Hospital Geral Leicester, no Reino Unido. Estacionar um pouco mais longe do trabalho, ir a pé até a padaria ou optar pelas escadas em vez do elevador, por exemplo, são algumas atitudes que podemos adotar. O aumento de 1,5km, em média, da mobilidade diária pode reduzir em 10% a chance de ocorrência de doenças cardíacas, especialmente em pacientes com fatores de risco graves, como o diabetes.

Que tal adotar essas dicas na sua rotina? ;)

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