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Três Perguntas para Wagner Prado, presidente da Feneauto

Publicado em segunda-feira, 24 de junho de 2019

Newsletter - 24/06/2019 - 86ª Edição

Uma pesquisa recente da Anfavea, publicada 79ª edição da newsletter Líder Informa, identificou que a chamada geração Z (até 25 anos), está mais propensa a usar bicicletas e aplicativos de transporte, entre outros meios alternativos, a ter um veículo próprio. O presidente da Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores e presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Mato Grosso do Sul, Wagner Prado, reconhece a mudança e atribui esse comportamento a diversos fatores, entre eles a dificuldade de deslocamento nas grandes cidades e a violência no trânsito. Confira a entrevista:

1. Ao contrário de gerações anteriores, em que a compra de um carro era sonho da maioria dos jovens, a chamada geração Z têm preferido outros modos de deslocamento. Na sua opinião, a que se deve essa mudança?

Em primeiro lugar, ao próprio avanço da tecnologia. Estamos na era dos robôs. Daqui a pouco teremos veículos transitando sem motoristas. E isso se reflete no comportamento dos jovens de 18 a 25 anos, que hoje estão inseridos no mundo dos aplicativos. Percebemos que, nesta faixa etária, eles não têm mais como prioridade tirar a carteira de motorista, não há mais esse encanto. A violência do trânsito, a dificuldade de estacionar, e questões relacionadas à segurança levam os jovens a optar por outros meios para se deslocar.

2. Esse tipo de comportamento já se reflete no volume de CNHs emitidas?

Com certeza. Atualmente, quem procura as autoescolas e centros de formação de condutores geralmente tem acima de 25 anos. O público de 18 anos é muito pequeno.

3. No momento, há uma grande discussão sobre mudanças nas regras para formação de condutores. O que é efetivamente importante nesse processo?

O condutor bem formado evita acidentes e não sobrecarrega o sistema público de saúde. A formação é fundamental para que vidas não sejam ceifadas. E isso necessariamente envolve a tecnologia. Veja o caso dos simuladores, por exemplo: se bem utilizados, contribuem para que o motorista compreenda o que é uma ultrapassagem perigosa numa rodovia. É um instrumento que permite trabalhar a direção defensiva sem colocar em risco as vidas do instrutor e do aluno. Não acho que esse tipo de recurso encareça o processo de habilitação. Caro é uma vida ceifada. Por essa razão, entendemos que técnicos e especialistas devam ser ouvidos antes que mudanças sejam feitas no processo de formação atual.


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