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Três perguntas para Viviane Riveli, coordenadora de segurança viária da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP)

Publicado em terça-feira, 22 de outubro de 2019

Newsletter - 22/10/2019 - 103ª Edição

Uma pesquisa realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), em agosto, revela que cresceu o número de condutores e passageiros que usam cinto de segurança nas rodovias paulistas sob concessão. O levantamento abrangeu veículos de passeio e caminhões em todas as regiões do estado e constatou que, no banco da frente, 94% dos condutores e 91% dos passageiros usam o cinto, ao contrário do que ocorria em 2014, ano do primeiro levantamento, quando esses percentuais eram de 89% e 84%, respectivamente. O mesmo comportamento foi verificado em relação ao uso do cinto no banco traseiro: o número dos passageiros que usam o equipamento subiu de 46% para 73% no período. “Embora a gente observe um aumento significativo na adesão ao uso do cinto, muita gente ainda não viaja com o equipamento”, assinala Viviane Riveli, Coordenadora de Segurança Viária da ARTESP, razão pela qual a Agência vem intensificando as campanhas educativas no estado nos últimos cinco anos, a partir dos resultados das pesquisas realizadas.

A lei que determinou o uso obrigatório do cinto de segurança (9.503/1997) completou 22 anos no último dia 23 de setembro. Mas a falta do equipamento ainda ocupa a terceira posição entre as infrações mais comuns cometidas nas estradas, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal, constituindo uma das grandes causas de acidentes fatais. Ações realizadas pela ARTESP resultaram em redução significativa de mortes nas estradas. Entre os anos de 2000 e 2018, o número de acidentes na malha rodoviária sob concessão caiu 43%, sendo que o índice de mortes registrou queda de 46%. Para conhecer mais sobre as iniciativas da Agência em prol de um trânsito mais seguro, confira a entrevista completa, abaixo.

1) Levantamento realizado pela ARTESP em agosto, nas rodovias estaduais sob concessão, aponta que aumentou a adesão de condutores e passageiros de veículos de passeio e caminhões ao uso do cinto de segurança. Ainda assim, é elevado o número de acidentes decorrentes da falta de uso do cinto. Como avalia o resultado da pesquisa?

De fato, embora a gente observe um aumento significativo na adesão ao uso do cinto, muita gente ainda não viaja com o equipamento. Como usar ou não o cinto é uma questão estritamente de comportamento e conscientização, o resultado da pesquisa é fundamental para orientar nossas campanhas e ações educativas, inclusive para sabermos em quais regiões é mais importante intensificar essa abordagem com os usuários. Mas os números da pesquisa mostram a evolução na conscientização dos usuários desde a primeira pesquisa que fizemos, há cinco anos, apontando que o trabalho de conscientização de segurança no trânsito que vem sendo desenvolvido pela ARTESP tem dado resultado. No estudo realizado no fim de 2014, foi constatado que o motorista e o passageiro do banco dianteiro usavam o cinto com muito mais frequência que o passageiro do banco traseiro. Vimos a necessidade de intensificar as campanhas educativas, principalmente em relação a esse usuário. Após intensas atividades e ações focadas na questão do cinto de segurança, o índice de utilização no banco traseiro subiu de 46% para 73% na malha rodoviária paulista sob concessão. Assim, com os resultados de cada pesquisa a gente consegue aprimorar nossas ações.

2) Por que ainda há resistência ao uso do cinto de segurança no banco traseiro e como conscientizar o cidadão sobre a importância desse item de segurança?

As pessoas utilizam as mais diversas desculpas para não utilizar o cinto de segurança, como "vou aqui pertinho", "é rapidinho", "o cinto vai amassar ou sujar a minha roupa" ou "o banco da frente me protege". E essa sensação, de que o banco dianteiro é uma proteção, é um grande equívoco. Em uma colisão, o corpo é arremessado para todas as direções. Por isso, pode, inclusive, machucar a pessoa que está no banco da frente ao ser jogada para cima dela. Pode ser arremessada para frente, para o lado, para fora do carro. Enfim, não tem o menor controle sobre o que acontece com o seu corpo em uma situação de colisão. As campanhas educativas tem sido nossa grande ferramenta. A ARTESP realizou uma extensa campanha com o "Simulador de Impacto", equipamento em que a pessoa tinha a sensação de um impacto a 5 km/h usando o cinto de segurança, e já percebia a diferença que isso faz. Mais de 45 mil pessoas utilizaram esse simulador no estado. Tivemos uma campanha na TV que mostrava as principais desculpas para não utilizar o cinto. As peças mostravam que eram apenas desculpas, e que a não utilização do cinto colocava a vida das pessoas em risco. E as campanhas são contínuas. Atualmente, por exemplo, utilizamos o Rodovírtua, óculos de realidade virtual em que a pessoa “entra” em um filme que aborda temas de atitudes de risco no trânsito, como a não utilização do cinto de segurança.

3) Quais as ações prioritárias da Artesp para a promoção da segurança viária?

Nossa meta é reduzir o número de perdas de vidas no trânsito a cada dia. São realizadas campanhas de forma unificada pelo Governo do Estado, ARTESP e concessionárias. São ações em passarelas, palestras em escolas, seminários, abordamos motoristas no meio da noite, para falar sobre os riscos de dirigir com sono, realizamos blitz para ver condições de veículos em parceria com a Polícia Rodoviária. Além disso, a concessão de rodovias possibilita investimentos na ampliação da segurança viária, agregando novas tecnologias aos projetos. Antes da realização das obras, são estudadas as curvas, dispositivos mais adequados, verificadas as possíveis interferências, utilizados dispositivos de segurança adequados às normas para poder amortecer impactos. E a concessão trouxe também o pronto resgate. Em caso de acidente, a gente consegue chegar com atendimento médico em, no máximo, 10 minutos. E, quando há um acidente, cada minuto é importante para reduzir a gravidade de lesões. Assim, a gente já conseguiu reduzir bastante o número de acidentes, e, quando não evitamos, diminuímos a gravidade. Entre os anos de 2000 e 2018, houve redução de 43% no número de acidentes e uma queda de 46% no índice de mortes na malha rodoviária paulista sob concessão.

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