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Como reduzir as mortes no trânsito?

Publicado em segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Newsletter - 11/11/2019 - 106ª Edição

No último dia 31/10, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou o relatório “O poder das cidades”. O documento destaca que os acidentes de trânsito matam cerca de 1,35 milhão de pessoas todos os anos em todo o mundo. No material, a OMS dá orientações e ferramentas para que os poderes públicos das cidades enfrentem esses problemas.

O relatório mostra que os acidentes de trânsito são a principal causa de morte de pessoas de 5 a 29 anos, representando, ainda, uma carga econômica significativa: custam à maioria dos países uma média de 3% do PIB. Esses elevados custos financeiros são evitáveis por meio de ações de âmbito municipal, afirma o relatório da OMS, uma vez que os fatores de risco lesões no trânsito são influenciados pelo ambiente urbano.

O Brasil está entre os 10 países que apresentam os mais elevados números de óbitos por acidentes de trânsito, responsáveis também por sequelas físicas e psicológicas. A cada 15 minutos, uma pessoa morre em um acidente de trânsito no Brasil.

“Esse cenário devastador só não é pior porque a sociedade pode contar com a indenização do Seguro DPVAT, constituindo um instrumento de proteção social sem igual no mundo, tamanha a sua abrangência e importância no contexto brasileiro. Para se ter uma ideia da dimensão social deste Seguro, a base estatística da Seguradora Líder já soma mais de 4 milhões de indenizados em 10 anos por morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas. Números que contemplam principalmente jovens na faixa dos 18 a 34 anos, afetando tragicamente a sociedade e a economia do nosso país”, reforça Ismar Tôrres, Diretor-Presidente da Seguradora Líder.

Em seu relatório, a OMS fornece respostas efetivas para o desafio de diminuir à metade o número de vítimas fatais em decorrência de acidentes de trânsito até 2020, um dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), fixados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório analisa estudos de casos de 19 cidades, 15 das quais em países de baixa e média renda. A experiência de Fortaleza, capital do Ceará, única cidade brasileira a constar do relatório, é destacada.

Fortaleza é exemplo

Em Fortaleza, as autoridades municipais implementaram uma série de programas para melhorar a segurança viária e, assim, aumentar o uso de rotas de transporte ativo por pedestres e ciclistas. As atividades incluíram intervenções temporárias, como o projeto Cidade 2000, que recuperou o espaço subutilizado de vias como espaço público para a comunidade e o "Cidade da Gente", que revitaliza espaços públicos com tintas coloridas e reforça a acessibilidade para pedestres. Reduções de velocidade foram adotadas em certas zonas, próximas aos novos espaços públicos. No total, as medidas resultaram em velocidades mais seguras dos veículos, melhorando o aproveitamento do espaço nas ruas e incentivando mais atividades ao ar livre, em particular o ciclismo, por meio de programas como o de compartilhamento de bicicletas (Bicicletar, Mini-Bicicletar e Bicicleta Integrada).

Para conhecer o estudo completo da OMS (em inglês), acesse https://www.who.int/ncds/publications/tackling-ncds-in-cities/en/.



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